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TERMOGRAFIA

Termografia é o método de medição de temperatura, sem contato, que possibilita a formação de imagens térmicas (chamadas termogramas) de um componente, equipamento ou processo, a partir da radiação infravermelha emitida pelos objetos.

APLICAÇÃO DO ENSAIO DE TERMOGRAFIA

Na realização de inspeção de equipamentos elétricos em operação, como transformadores, painéis elétricos e seus componentes, motores, linhas de transmissão, banco de baterias, banco de capacitores e equipamentos de manobra, entre outros.

METODOLOGIA DE MEDIÇÃO

Na realização do ensaio de termografia, devem ser adotados parâmetros técnicos para executar os ensaios e para tanto deve ser seguidos os procedimentos normativos vigentes, que adotam duas metodologias que são

  • Método Refletor

A câmera termográfica deve ser ajustada a sua emissividade para 1, a câmera deve ser posicionada na perpendicular a um ângulo de 90 graus com objeto sob ensaio. A câmera deve ser apontada  para o objeto e ajustar o foco na área do objeto onde a temperatura aparente refletida deve ser medida.

  • Método Direto

A câmera vai ter a sua emissividade ajustada para 1 e a sua posição deverá ser de 90 graus e perpendicular ao objeto a medir, o termografista deve ajustar o foco na área do objeto onde a temperatura aparente refletida deve ser medida.

PERIODICIDADE DE INSPEÇÃO TERMOGRAFICA

O intervalo recomendado entre as inspeções termográficas é de seis meses para os equipamentos dos sistemas elétricos, conforme constam na NBR 15763/2009 e REN 906 Modulo 4 com as seguintes exceções que requer avaliação:

  • A cada posterior inspeção termográfica em função do histórico de anomalias térmicas graves,
  • Para circuitos de importância crítica ao processo produtivo,
  • Quando há risco à segurança humana,
  • Para circuitos nos quais tenham sido detectadas anomalias térmicas e que estejam submetidos a significativas flutuações da carga % para o sistema.

RESTRIÇÕES DO ENSAIO DE TERMOGRAFIA

A termografia está sujeito a variáveis que podem interferir na precisão das medições,como a baixa emissividade dos componentes inspecionados, as variações na corrente de carga,o efeito da convecção natural e forçada, as mudanças nas condições ambientais, entre outras. Deve se utilizar a temperatura absoluta ou a diferença relativa de temperatura medida através da termografia como o único parâmetro para definir uma falha. A incerteza da medição de temperatura depende da calibração da câmera termográfica e da incerteza dos parâmetros informados pelo termografista.

O equipamento sob inspeção deve ser avaliado, sem que se interponham quaisquer anteparos entre ele e a câmera termográfica (com exceção das janelas infravermelhas,as quais são dispositivos transparentes ao infravermelho). Quando isto não for possível, considerar as implicações pertinentes. Caso não seja possível a observação direta, recomenda-se a observação por reflexão utilizando um material de alta refletividade.

RECOMENDAÇÕES ANTES DO INICIO DAS INSPEÇÕES

  • Realizar o ajuste de parâmetros no termovisor no início dos trabalhos de inspeção. Este ajuste pode ser modificado cada vez que parâmetros como emissividade, distância do objeto, umidade do ar, temperatura ambiente, atmosférica e refletida ou a presença de janelas infravermelhas sofrerem alteração.
  • No caso de painéis energizados que não possam ser abertos por motivos de seguranç a ou operacionais, recomenda-se a instalação de janelas infravermelhas com posicionamento adequado.
  • Ajustar a faixa de temperatura do termovisor de acordo com a temperatura do alvo a ser medido.
  • Convém que o termografi sta faça a medição de temperatura nas áreas dos componentes onde existam cavidades, oxidação, corrosão ou sujeira, aproveitando-se do incremento de emissividade nestas áreas.
  • Recomenda-se que as inspeções sejam realizadas com corrente máxima em amperes (A). Evitar inspecionar componentes que estejam operando com carga abaixo de 40 % do valor histórico.
  • Evitar inspeções termográfi cas diurnas, para não haver influências do reflexo e do carregamento solar.
  • Evitar inspeções com velocidade do vento acima de 20 km/h (aproximadamente 6 m/s).
  • Não realizar inspeções sob chuva, garoa ou neblina. Após a estiagem, esperar no mínimo 1 h para iniciar o trabalho. Evitar inspeções com umidade relativa do ar acima de 90 %, a não ser que o fenômeno inerente esteja associado à umidade elevada, como, por exemplo, correntes superficiais.
  • Recomenda-se que o ângulo entre o termovisor e o ponto inspecionado seja o mais perpendicular possível, de modo a evitar a redução na emissividade em função de ângulos de observação inadequados (maiores que 60º em relação à normal, linha perpendicular ao plano do objeto-alvo).

AVALIAÇÃO DAS ANOMALIAS IDENTIFICADAS

Quando o termografista identifica algum ponto com provável anomalia térmica,é recomendável que ele adote alguns procedimentos:

— O técnico competente deve analisar ainda em campo as anomalias identificadas e realizar a classificação do risco quanto a danos a pessoas e equipamentos;

— Deve realizar a melhor imagem possível, ajustando o foco, distância e ângulo;

— Assim como registrar e corrigir os valores medidos segundo os critérios de correção de temperatura adotados e previamente acordados com o usuário final. Registrar a velocidade do vento, temperaturas ambiente e atmosférica, umidade relativa do ar e o que for pertinente;

— Obter e registrar a corrente elétrica do circuito ou equipamento sob ensaio e verificar se houve grande variação na curva de carga no período de 1 h que antecedeu ao ensaio. Caso positivo, aguardar o equilíbrio térmico;

— Realizar a identificação  e registrar os dados que permitam a localização do ponto, como informações do equipamento, fase, número do circuito e tensão de operação;

 — É recomendável o emprego de softwares de gerenciamento de inspeções termográficas que auxiliem na elaboração do relatório e facilitem a consulta do histórico de um determinado equipamento.

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