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Procedimento para Teste de Termografia

02/07/2018 - 10:00:00
Anomalias por aquecimento em componentes elétricos são usualmente geradas por um acréscimo de resistência, que pode ser causado por conexões mal fixadas ou deterioradas, curtos-circuitos, sobrecargas, desequilíbrio ou falta de carga e componentes colocados ou instalados inadequadamente, defeitos na isolação elétrica e arrefecimento.

Em equipamentos mecânicos, anomalias por aquecimento são usualmente criadas por atrito causado por lubrificação imprópria, desalinhamento, componentes aquecidos ou alterações de cargas mecânicas. Da mesma forma que o descrito anteriormente, anomalias caracterizadas por temperaturas reduzidas são usualmente causadas por falha de componentes.


Os dados fornecidos pelas inspeções termográfcas se referem às condições do equipamento no instante da inspeção. A inspeção termográfica não tem caráter corretivo, uma inspeção termográfica de equipamento elétrico e mecânico não assegura sua plena operação.
 

1 - Equipametnos e Materiais

 
Para a realização dos testes termográficos, são necessários os seguintes  equipamentos e materiais abaixo descritos:
 
  • Câmera termográfica calibrada e adequada ao tipo de inspeção a ser realizada;
  • Termo- higroanemômetro calibrado para determinação das condições ambientais;
  • Alicate tipo amperímetro categoria III ou IV, quando aplicável;
  • Máquina fotográfica digital;
  • Inventário com informações relevantes sobre a última inspeção, com equipamentos
  •      mapeados segundo uma rota lógica sequencial de inspeção eficiente e segura;
 
2 - Praticas Recomendadas para Executar a Inspeção
 

Efetuar o ajuste de parâmetros no termovisor no início dos trabalhos de inspeção. Este ajuste pode ser modificado cada vez que parâmetros como emissividade, distância do objeto, umidade do ar, temperatura ambiente, atmosférica e refletida ou a presença de janelas infravermelhas sofrerem alteração.

No caso de painéis energizados que não possam ser abertos por motivos de segurança Ou operacionais, recomenda-se a instalação de janelas infravermelhas com posicionamento adequado.

Na presença de janela infravermelha, e para câmeras que não disponham de ajuste de compensação, utilizar como emissividade do alvo o produto da emissividade do componente pela transmitância da janela.

Ajustar a faixa de temperatura do termovisor de acordo com a temperatura do objeto;

Convém que o termografista faça a medição de temperatura nas áreas dos componentes onde existam cavidades, oxidação, corrosão ou sujeira, aproveitando-se do incremento de emissividade nestas áreas.

Para equipamentos colocados em operação, ou submetidos a grande variação de carga, Recomenda-se registrar a temperatura após o sistema atingir a estabilidade térmica.

Recomenda-se que as inspeções sejam realizadas com corrente máxima em amperes A. Evitar inspecionar componentes que estejam operando com carga abaixo de 40 % do valor histórico. Para isso, convém que o assistente qualificado confira se as cargas dos objetos sob inspeção são adequadas e, quando necessário e/ou possível, aumente para valores satisfatórios, aguardando tempo sufi ciente, como mencionado em 9.3.6.

Evitar inspeções termográficas diurnas, para não haver influências do reflexo e do  carregamento solar. Quando isto for inevitável, recomenda-se:

Realizar as inspeções nas primeiras horas da manhã ou ao entardecer, evitando o  carregamento solar;

Observar o mesmo objeto segundo várias posições diferentes para evitar os efeitos do  reflexo solar.

Evitar inspeções com velocidade do vento acima de 20 km/h (aproximadamente 6 m/s).

Não realizar inspeções sob chuva, garoa ou neblina. Após a estiagem, esperar no mínimo 1 h para iniciar o trabalho.

Evitar inspeções com umidade relativa do ar acima de 90 %, a não ser que o fenômeno inerente esteja associado à umidade elevada, como, por exemplo, correntes superficiais.

Recomenda-se que o ângulo entre o termovisor e o ponto inspecionado seja o mais perpendicular possível, de modo a evitar a redução na emissividade em função de ângulos de observação inadequados (maiores que 60º em relação à normal, linha perpendicular ao plano do objeto-alvo).

Utilizar a lente adequada às distâncias e às dimensões dos pontos a serem inspecionados.

Evitar posicionar a câmera termográfica próximo de equipamentos elétricos com emissão de campo eletromagnético elevado para prevenir eventuais interferências eletromagnéticas no processo de formação de imagem e danos à câmera. Esta observação é especialmente válida se a câmera possuir visor baseado em tubo de raios catódicos.

Convém que o assistente habilitado auxilie o termografista em suas anotações e na observação de seu deslocamento pela área, uma vez que o inspetor estará concentrado na análise termográfica.

3 - Prática de Teste em Painéis Energizados

A inspeção em painéis elétricos deve atender aos requisitos de segurança. Observar EPI e zona livre para posicionamento do termografista;
 
Convém que o assistente qualificado realize uma inspeção visual verificando possíveis anormalidades no interior do painel, como peças soltas, existência de componentes danifi-cados, presença de objetos estranhos ou animais, ou qualquer outra situação de risco existente.
 
Caso seja necessário efetuar quaisquer medições elétricas complementares ou anotações gerais sobre o equipamento, recomenda-se que estas sejam de responsabilidade do assistente qualificado.
 
Pratica para Avaliação e Gestão de Anomalias Térmicas
 

Ao localizar algum ponto com provável anomalia térmica, recomenda-se:

Realizar a melhor imagem possível, ajustando o foco, distância e ângulo;

Registrar e corrigir os valores medidos segundo os critérios de correção de temperatura adotados e previamente acordados com o usuário fi nal. Registrar a velocidade do vento, temperaturas ambiente e atmosférica, umidade relativa do ar e o que for pertinente;

Obter e registrar a corrente elétrica do circuito ou equipamento sob ensaio e verificar se houve grande variação na curva de carga no período de 1 h que antecedeu ao ensaio.

Caso positivo, aguardar o equilíbrio térmico;

Identificar e registrar os dados que permitam a localização do ponto, como informações do equipamento, fase, número do circuito e tensão de operação;

Realizar, além do termograma, uma imagem visual da anomalia e, sempre que possível, um termograma de uma referência.

Nos casos de dúvida quanto à classificação das anomalias identificadas, recomenda-se acordar com o usuário final o melhor momento para uma reinspeção, considerando melhores condições de carga e ambientais.

É recomendável o emprego de softwares de gerenciamento de inspeções termográfi cas que auxiliem na elaboração do relatório e facilitem a consulta do histórico de um determinado equipamento.

A avaliação da severidade da anomalia térmica deve ser realizada seguindo os critérios próprios do usuário fi nal, requisitos normativos, quando eventualmente adotados, ou recomendações do fabricante.

Convém que, após ações corretivas da equipe de manutenção, o usuário fi nal solicite Nova inspeção para assegurar que as anomalias foram sanadas.

Registro dos Resultados:

  • Recomenda-se que os registros da inspeção por termografia sejam feitos em relatório, contendo pelo menos:
  • Identificação do equipamento e componente inspecionado;
  • Condições operacionais do equipamento;
  • Especificação do termovisor utilizado (fabricante e modelo do termovisor, com suas características essenciais e data de calibração);
  • Modelo e data de calibração do termo-higroanemômetro e demais instrumentos      
  • Auxiliares porventura utilizados;
  • Descrição dos parâmetros de ensaio utilizados (emissividade, temperaturas ambiente, atmosférica e refletida, velocidade do vento, umidade relativa do ar);
  • Registro de qualquer meio atenuante, como janelas infravermelhas, fi ltros ou quaisquer outros;
  • Data e horário de início e fim da inspeção;
  • Nome e identificação dos executantes da inspeção;
  • Nome e identificação do usuário final;
  • Número da ordem de serviço e/ou permissão de trabalho;
  • Registro dos resultados, contendo os termogramas com a indicação das anomalias e correspondente registro fotográfico;
  • Diferença entre a temperatura da anomalia e a temperatura de uma referência;
  • Motivo da não inspeção de um determinado equipamento (por exemplo, não inspecionado/desligado, não inspecionado/sem carga, não inspecionado/em reparo, não inspecionado/manobra não realizada pela operação etc.)

Texto extraído na integra  da NBR 15557/2013 “ Guia para inspeção de equipamentos elétricos e mecânicos”;  com alguns acréscimos e decréscimos de experiencia de campo, do time de engenharia da FAW7 Engenharia..
 


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